jeudi 8 septembre 2011

Mais amor, por favor


Não é dificil me pegar aos soluços principalmente em madrugadas de greves escolares. Culpa mais que parcial de todos os documentários, fotos e ilustrações que me aparecem nesse horário morto. Gente morrendo, gente gritando, gente desacreditada, gente com fome, gente sem casa. Muita gente.
São, portanto, as causas dos meus soluços tanta gente e tão poucos olhos para enxergá-las. "Mais amor, por favor", quando você só quer pensar nos seus problemas pessoais e o amor, "por favor", fica só para aquelas pessoas que são inevitáveis não amar.
Pode ainda dar pra vocês, pode ser fácil para o resto do mundo mas pra mim já não é mais. Eu não quero achar a fome natural! Eu  não quero achar a pobreza natural! Eu não quero achar corriqueiro crianças usando drogas e abortando filhos no meio da rua. Eu me recuso. Eu quero paz! Eu quero paz pra essa gente, eu quero paz pro meu coração! Eu quero amor! Amor, por favor!! Eu quero energia positiva o tempo todo e poder ter consciência que o meu mundo é só meu e só faz a diferença pra mim enquanto tem um monte, mas um montão mesmo, de gente que não tem um terço disso, espiritualmente e materialmente.
E esse sentimento de impotência me come por dentro, me abre as entranhas, me dilacera de corpo e alma e é tão pouco amor, é tanta miséria de alma que dói, dói, dói demais. Você pode achar natural, você pode achar corriqueiro e eu queria que realmente fosse, mas eu não consigo achar que é, isso não pode ser normal. E vai me doer, e eu vou soluçar e vai tudo pelo ralo só por que de 'por favor' esse 'amor' não tem nada.

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