dimanche 31 mai 2009

Sinto saudades de quem não deveria.

Dicas de como apagar a memória favor ligar 0800-desesperada.

Eu só

não desisto de mim porque precisaria desistir de você primeiro.

mardi 26 mai 2009

"Mais uma dose?

É claro que eu tô a fim!
A noite nunca tem fim
Por que a gente é assim?
Agora fica comigo,
e não, não desgruda de mim, não
Vê se ao menos me engole, babe
Não me mastigue assim

Canibais de nós mesmos
antes que a terra nos coma"

Eu tô cansada

de te procurar em outras pessoas, em outros abraços, em outros toques e palavras. Eu só quero fazer biscoitos, sentar e esperar você chegar.

mercredi 20 mai 2009

"Se cantasse essa música com você,

morreria feliz no dia seguinte."

dimanche 10 mai 2009

"Mal sabia ela

que de noite, eu espreitava da minha janela de fundos a hora de Matilde pisar a relva do jardim na ponta dos pés, entre as amendoeiras e a casa dos empregados. [...] Encostava-se na parede da cozinha, a respiração curta, e me arregalava os olhos negros. Em silêncio nos olhávamos por cinco, dez minutos, ela com as mãos na altura dos quadris, agarrando, torcendo a própria saia. E corava pouco a pouco até ficar bem vermelha, como se em dez minutos passasse por seu rosto uma tarde de sol. A um palmo de distância dela, eu era o maior homem do mundo, eu era o Sol. Via seus lábios se entreabrirem, e acima deles brotavam uma gotículas de suor, enquanto suas pálpebras devagar cediam. Enfim eu me jogava contra o corpo dela, pressionava-o contra a parede da cozinha, sem contatos de pele, e sem avanços de mãos ou de pernas, por algum acordo jamais expresso. Com meu tronco eu a esmagava, quase, até que ela dizia, eu vou, Eulálio, e seu corpo tremia inteiro, levando o meu a tremer junto. [...] Quando dava por mim, estava colado nos ladrilhos da parede, porque num deslize Matilde sempre me escapava. E a cada vez eu ia inspecionar salas, quartos, banheiros, porão e sótão, fingindo crer que ela teria fugido por engano para dentro de casa. Muito mais tarde, depois que ela saiu da minha vida, mantive o capricho de procurá-la do mesmo jeito, toda noite, no chalé de Copacabana."

vendredi 8 mai 2009

"Você sabe

que talvez mais que todos eu te deseje toda a felicidade do mundo. Acho que não precisa muito mais que isso pra viver. É tão gostoso ver você crescendo (hihihi, como se eu fosse uma super anciã) e, sei lá, mudando seus pontos de vista, amadurecendo idéias antigas. Está tão.. homem. Não de ter cabelo no peito, barba ou um braço definido. Não, isso não define um homem. O que o define são suas atitudes e mente aberta, com maturidade o suficiente para não se deixar influenciar por isso. Invejo sua sensibilidade sem limites e agradeço, de verdade, por ter conhecido uma pessoa tão impressionante como você.
Por isso mesmo que te mando Graciliano. Espero que ele o faça tão bem como me fez.

Para todo o meu amor,

Bia"

Ninguém se sente completo

o tempo todo. Somos seres incompletos e é no nosso vazio que encontramos o valor do outros.

"- Tenho um único problema,

meu caro: amo por demasiado, mesmo não acreditando no amor. – disse Ichabod, orgulhoso de suas palavras."

Me sinto

responsável pelos seus pulsos cortados, sua respiração ofegante, seus olhos marejados, suas aflições intermináveis, sonhos interrompidos e vidas jogadas fora.

jeudi 7 mai 2009

Porque dói

Dói porque tem que doer. Por que delicadeza não faz parte de mim, é feroz e ácido o que eu sinto. É estranho e constrangedor. Armaduras de papelão, armas de bolhas de sabão, armadas com saudade e desentendimento. Afinal, quem não gosta de um desentendimento?
Meu coração dói. Tá, dói porque talvez tenha que doer. Dói de saudade, dói de vontade, dói de amor, dói de confusão, de medo, não, pavor. Dói de tudo.
O violão se machuca também, mas é só pra aliviar meu peito. Minha garganta anda arranhada, mas é pra aliviar o desespero. Meus pulmões.. Ah, meus pulmões que o diga!
Não aguento mais minhas doses diárias de amor, é muito amor. Não aguento respirar essa fumaça de esperança, nem de espalhar pelos meus poros essa preocupação. É tudo tão delicado e áspero ao mesmo tempo, e minha pele é tão frágil.
Não, você sempre me disse que eu era maravilhosa.
Ah, o seu sorriso sempre se abria tão largo mesmo quando eu não dizia nada.
Meu silêncio não te incomoda, né. Ou talvez incomode e você só quer se agradável.
Eu ando ofegante, sabe. Abraçando a mim mesma no meio da rua, com frio nas pernas descobertas, comprando abraços de estranhos, estampando sorrisos maravilhosos no rosto quando a única coisa que eu quero é estancar no chão pra ver se assim eu consigo te ter.
Tô te buscando em outras coisas, mas eu tenho que parar, não consigo mais viver assim. Tudo me deixa, me larga, eu não consigo manter alguém. Eu não consigo nem manter você.
E meu coração? Meu coração dói, mas é só porque tem que doer. Te espero. Sempre.