mercredi 18 novembre 2015

Tomber amoureuse


"Você se apaixona muito fácil"
"Apaixono nada", pensei. Que bobeira. Como assim apaixono fácil? Às vezes tenho umas epifanias, uns tremeliques, um apertinho engraçado. Nada demais, todo mundo tem.
Conheci um menino. Ronaldo. 12 anos. Não sei se mora na rua mas está sempre nela. Encontrei ele três vezes na vida. Abraço ele forte, dou beijinhos no pescoço, finjo que fico brava quando ele mente dizendo que foi pra casa.
Hoje vou pra onde ele costuma ficar. Estou nervosa. Fiquei pensando em como vai ser nosso encontro, que queria levar um livro para lermos juntos, de que forma vou abraçá-lo e se dessa vez ele vai me contar um pouquinho mais sobre a sua vida.
Putz, acho que por isso dizem que me apaixono fácil.
Não é, então, um estado de espírito. É ser. Eu sou apaixonada.
Aceito, então. Me apaixono assim o tempo inteiro. Conto os minutos no relógio.

lundi 9 novembre 2015

L'affection est révolutionnaire


Você sabia que os índios sonham diferente?
Eles sonham com a unicidade, sendo e compartilhando do todo enquanto nós, ocidentais, sonhamos tão somente com nós mesmos. Qual a importância de se ver como um ser conectado ao todo e não descolado do resto? Numa estrutura onde somos impelidos a pensar sempre em nós mesmos em primeiro lugar, à competitividade e envoltos por um discurso meritocrático talvez a empatia e a conexão sensível com outros corpos seja realmente encarada como um defeito.
É incômodo ter que conviver com o julgamento alheio mas, aqui vai uma dica: nada do que você fizer vai ser suficiente para todo mundo. Queremos um mundo com mais amor e cuidado mas tememos sermos julgados como fracos ou vulneráveis quando amamos e nos damos. Nunca vamos ser absolutamente bem interpretados pelos outros porque só quem sabe exatamente o que se passa em nossas mentes (e corações) somos nós mesmos, e isso é positivo porque quem tem que saber se essas atitudes condizem com nossas visões de mundo somos nós, mais ninguém. Se desprender das amarras do julgamento alheio faz parte, essencialmente, da reestruturação do mundo que almejamos; caso contrário nunca saímos do lugar.
A cada novo passo quem não entende continuará sem entender - e consequentemente se afastará pelos preconceitos totalmente compreensíveis numa sociedade que dá tanto espaço para o pré julgamento -, preso nos medos e na insegurança. Quem compreender, no entanto, vai ser aproximar, admirar e, quem sabe, promover a mudança dentro de si e consequentemente no ambiente ao redor.
Efetuar a mudança é um processo que começa dentro, tratar bem o morador de rua ou o trocador do ônibus são pequenas coisas que fazem a diferença na nossa própria sensibilidade e na dos outros. Num mundo onde o individualismo reina para sustentar um sistema econômico que segrega as pessoas, distribuir sorrisos, abraços e valorizar as companhias são atitudes transgressoras. Se envolver com os outros (mesmo que momentaneamente), ouvir e trocar carinho são parte de uma revolução que começa dentro de nós e só semeia coisas boas no nosso entorno.
Pois então, o afeto é revolucionário. Não temos que temer o outro, não há o que temer. Há que se preocupar com a insensibilidade e o egocentrismo mas essas são coisas facilmente desarmáveis quando o encontro com o próximo se dá de coração aberto - e, sim!, mesmo que só de uma das partes. Faz parte da luta por menos desigualdade tratar as pessoas com mais carinho, menos orgulho e mais amor, porque somos fortes pra caralho quando amamos.

lundi 2 novembre 2015

Conseils par la vie


Fiz uma lista no início desse ano que vira e mexe redescubro e me ajuda em muitos sentidos. Vou compartilhá-la aqui e quem sabe não ajuda mais alguém, né. São coisas que aprendi vivendo e que costumam dar certo.

1. Acupuntura e medicina oriental
2. Para curar um amor impossível: três semanas curtindo o "luto" + estar com pessoas que você ama e conhecer gente nova
3. Viajar é o melhor remédio. Para tudo. Tudo.
4. Ser simpática, carinhosa e afetuosa quando gostar de alguém (mesmo que seja umx desconhecidx)
5. Exercício físico é segundo o melhor remédio para tudo (depois de viajar)
6. Dinheiro não importa quase nada.
7. Fazer o que se ama não tem preço.
8. Cozinhar com/para alguém é melhor do que sexo.
9. Espinhas passam.
10. Você só atrai outras pessoas quando está feliz consigo mesma. Se ame, se toque.
11. As outras mulheres são suas parceiras, não suas rivais.
12. Seja sincera consigo, com seus sentimentos, com os outros.
13. Uma vontade não é tão importante quanto o amor, carinho e respeito que você sente por quem você gosta. Vontade dá e passa.