mardi 22 septembre 2015

Aimer


Eu não entendo quem sente pela metade.
Quando eu sinto, sinto tudo, sinto (o) todo. O estômago embrulha, eu quero estar, quero ser. Me dá aquela aflição desesperada, aquele aperto no peito - a respiração prende involuntariamente.
Gostar não é só gostar, é se apaixonar loucamente, perdidamente, entorpecidamente. É implodir, despedaçar, estalar a vontade, potencializar o devir.
O encontro com o outro é sempre uma orgia de sensações que me comem de dentro da fora. E o aperto é proporcional a vontade de tocar, de olhar, de derramar as palavras, de trocar as vibrações angustiadas para que deem forma ao amor.
Que delícia! Encontro pessoas assim o tempo inteiro; furtivamente me embalam. Como pode? Se apaixonar tanto todos os dias por tantas pessoas. E o que fazer com essa sensação de querer estar perto sempre?
Ai, pra isso as viagens.
Esse aconchego de se estar perto o tempo inteiro, de se conhecer, de brigar, de beijar, fazer as pazes, abraçar forte, brincar com os corpos, com os olhares, com os toques. É assim com tanta gente!
Me perco no sentir. E me encontro também. Desesperada.