dimanche 10 novembre 2013

Chair



Quando o vazio do estômago
urge, incapaz
e a boca saliva
            a pele

E a fome embrulha a vontade
comprime as vísceras
e os dentes mordem
            a carne

Da dor, do som
os lábios alcançam
o couro cansado
            de inópia

Quando dá fome
aproximam-se os corpos
de ausência constante
            nutrindo-se