Engraçado como felicidade pode vir em coisas tão pequenas. Um pequeno “vai toma no cu” do Miguel ou um sorriso do Sugaya, um “nhô” da Marcela ou uma carona da Milk.
Ai, que delícia! Estou me sentindo maravilhosamente bem hoje!
Das coisas que aprendi recentemente: Sou especial do jeito que sou. E sei que sou um pouco diferente. É difícil gostar de pessoas e sentir medo de não ser aceita, mas é importante ser sincera consigo mesma desde o princípio. Claro que não preciso dizer tudo sobre mim desde o primeiro momento, mas dá pra saber quando alguém se sente interessado no que falamos / dizemos e vice-versa. Insistir com quem me faz sentir vergonha de ser quem sou é ruim. Não devo persistir nisso. Esse é o maior aprendizado dos últimos meses. Não tem nada de errado em ser como sou e, se as pessoas têm julgamento a meu respeito (errôneos ou não) e, especialmente, se querem que eu me encaixe em um formato, então preciso me retirar o mais rápido possível. Falar é muito bom, mas os sentimentos talvez sejam os nossos melhores guias. Esse exercício tem sido importante também, porque durante meu processo de separação houve muita pouca comunicação verbal, mas muita comunicação não verbal e muitos sentimentos intensos, q...
Acho que conheci Maria no segundo ou terceiro dia em Lisboa. Ela é minha vizinha do sétimo esquerdo. Uma senhorinha de um metro e sessenta, cabelos brancos, olhos claros e usa óculos. Maria me recebeu tão amorosamente que nem entendi. Não esperava logo de início já conhecer uma vizinha e me dar tão bem com ela. Aos poucos, todas as vezes que nos encontrávamos na entrada do prédio, íamos conversando amenidades, ela me mostrava fotos da família, me contava sobre o bairro, sobre o prédio, sobre os vizinhos, sobre o mundo. Em dois anos, Maria acompanhou meus relacionamentos românticos, meus amigos hospedados, cuidou das minhas plantas enquanto eu viajava, me trouxe picolé, pão e almoço, me deu muitos beijinhos, me ajudou a ligar para o chaveiro quando me tranquei para fora de casa. Às vezes sentamos nas escadas do prédio como duas garotinhas e falamos sobre a vida, outra vezes bebemos cafezinho na mercearia de baixo ou no restaurante da frente. Ela para para falar com todas as pessoas, sem...
Acho que a parte mais difícil, mas também a mais importante, dos términos é conseguir ter material o suficiente para entender seus padrões, qual é o seu calcanhar de aquiles nas relações. O que descobri sobre mim é que sou bastante teimosa. Obcecada. Muito autocentrada. Abraço meus demônios e às vezes me apego à eles. Descobri que meu coração é meu grande guia e que sempre que ando em desalinho com ele, me perco nas desventuras da agonia. Me perco em mim. Descobri que sou excelente em demarcar meu próprio território, em mandar, em estabelecer limites. É difícil escrever, assim, tão cruamente, as partes ruins que percebo em mim. Porque sei que equilibro muitas dessas características com parceria, comunicação e escuta verdadeira, mas não consigo deixar de pensar que o que "deu errado" nos meus relacionamentos foi exatamente minha caça constante por liberdade, pelas as coisas que acredito, por caminhar na rota que indica meu coração. Para mim, sempre teve espaço para encontrarmo...
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