lundi 22 juin 2009

"Sabina continuava

com suas reflexões melancólicas. E se ela tivesse um homem que lhe desse ordens? Que a dominasse? Quanto tempo ela o teria suportado? Nem cinco minutos! Donde concluiu que nenhum homem lhe convinha. Nem forte, nem fraco.
Disse: - Por que de vez em quando você não usa essa sua força contra mim?
- Porque amar é renunciar à força - respondeu Franz docemente.
Sabina compreendeu duas coisas: primeiro, que essa frase era bela e verdadeira. Em segundo lugar, que, com essa frase, Franz acabara de excluir-se de sua vida erótica."

"Então, nesse momento, compreendeu com espanto que não estava infeliz. A presença física de Sabina contava muito menos do que pensava. O que contava era o traço dourado, o traço mágico que ela havia imprimido em sua e que ninguém poderia tirar.
[...]
Essa felicidade súbita, esse bem-estar, essa alegria, que lhe proporcionavam a liberdade e a vida nova, tudo isso era um presente que ela lhe havia oferecia.
... estava mais feliz com Sabia transformada em deusa invisível do que quando estava com ela percorrendo o mundo, tremendo a cada passo por seu amor. Ela lhe dera de presente a súbida liberdade do homem que vive só, enfeitara-o com a aura da sedução."

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Fly a dit…

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