mardi 3 août 2010

Paquet


Embrulho.
Como quando você não respira direito e deseja que traguem do seu ar tal qual degustam um cigarro barato. Sente oxigênio correr pelo corpo, lança olhares famintos de dor. Dor, porque falar de dor é falar de paz. E é paz que me deixa assim, embrulhada.
E pele, e sede, e preguiça. E quando Joana Francesa geme de prazer e de pavor, e quando Chico Buarque te traz essa paz avassaladora e sem medo que resulta no embrulho.
Talvez as pessoas gostem mais do frio porque há mais esperança de calor. E calor longo, intenso, bruto. Não calor que vem fácil, porque tudo que vem fácil teimamos em não dar valor.
E o embrulho, que continua dentro de mim.

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