dimanche 11 juillet 2010

Faim


 Como todos vocês podem perceber, vem aumentando assustadoramente o número de separações faz, sei lá, uns cinco ou dez anos. Você dificilmente acha pessoas com pais casados hoje em dia. Chega a ser anormal.
O mais engraçado, entretanto, é que eu vejo cada vez mais as pessoas querendo se casar. Obviamente não conseguem manter uma relação por mais de doze meses, mas sonham enlouquecidamente em uma união no papel (às vezes só no papel mesmo).
Certa vez li uma carta de uma esposa ao marido, onde ela dizia que esperava mais do casamento, que não esperava que fosse apenas um suporte para criar filhos e sim um suporte mental. Uma evolução feita em conjunto, unida pelo tal do amor que ninguém nunca sabe direito o que é.
Nossas vidas são todas esquematizadas: nascemos, crescemos, entramos numa escola (quanto mais cara melhor nossa educação), fazemos vestibular (quanto mais desesperado, mais você é estudioso e importa-se com o seu futuro), entramos para uma faculdade (que por mais que esteja caindo aos pedaços, se for de graça, somos o supra sumo do orgulho dos pais), de preferência arranjamos uma rapariga ou um rapaz (obviamente que seja séri@, concentrad@, estudios@ e queira ter uma família. Claro!), começamos a trabalhar, vamos morar junto com a tal pessoa, resolvemos ter filhos, os educamo, esperamos que eles façam o mesmo processo, nos aposentamos e morremos. Isso é a felicidade tão aclamada pelo ser humano.
Certa vez um amigo meu virou pra mim e disse: "Por que você fuma? Você vai morrer". Eu respondi: "Eu sei que eu vou morrer, você também vai. Só que eu, antes de morrer, quero repensar minha vida e dizer "Caralho, eu fiz tudo que eu gostava. Eu fiz tudo que me dava prazer e não me privei de nada que me fizesse bem.", e só".
Ele arregalou os olhos e disse "É, é, talvez você esteja certa" e foi embora.
É óbvio que a sociedade espera algo de você e tem coisas que são realmente imprescindíveis de fazer. Infelizmente temos que nos encaixar no perfil da realidade que vivemos e, bom, isso não é de todo mal. Mas vivam, por favor. Não fiquem apoiados em seus namorados, namoradas, mães, pais, irmãos, avós, amigos, maridos, esposas e qualquer outra pessoa. Vivam com prazer e, se você for morrer cedo? Porra, se você levasse uma bala perdida amanhã também morreria cedo. Você nunca tem controle do seu destino, use isso a ser favor.

0 commentaires: