Acho que conheci Maria no segundo ou terceiro dia em Lisboa. Ela é minha vizinha do sétimo esquerdo. Uma senhorinha de um metro e sessenta, cabelos brancos, olhos claros e usa óculos. Maria me recebeu tão amorosamente que nem entendi. Não esperava logo de início já conhecer uma vizinha e me dar tão bem com ela. Aos poucos, todas as vezes que nos encontrávamos na entrada do prédio, íamos conversando amenidades, ela me mostrava fotos da família, me contava sobre o bairro, sobre o prédio, sobre os vizinhos, sobre o mundo. Em dois anos, Maria acompanhou meus relacionamentos românticos, meus amigos hospedados, cuidou das minhas plantas enquanto eu viajava, me trouxe picolé, pão e almoço, me deu muitos beijinhos, me ajudou a ligar para o chaveiro quando me tranquei para fora de casa. Às vezes sentamos nas escadas do prédio como duas garotinhas e falamos sobre a vida, outra vezes bebemos cafezinho na mercearia de baixo ou no restaurante da frente. Ela para para falar com todas as pessoas, sem...
Das coisas que aprendi recentemente: Sou especial do jeito que sou. E sei que sou um pouco diferente. É difícil gostar de pessoas e sentir medo de não ser aceita, mas é importante ser sincera consigo mesma desde o princípio. Claro que não preciso dizer tudo sobre mim desde o primeiro momento, mas dá pra saber quando alguém se sente interessado no que falamos / dizemos e vice-versa. Insistir com quem me faz sentir vergonha de ser quem sou é ruim. Não devo persistir nisso. Esse é o maior aprendizado dos últimos meses. Não tem nada de errado em ser como sou e, se as pessoas têm julgamento a meu respeito (errôneos ou não) e, especialmente, se querem que eu me encaixe em um formato, então preciso me retirar o mais rápido possível. Falar é muito bom, mas os sentimentos talvez sejam os nossos melhores guias. Esse exercício tem sido importante também, porque durante meu processo de separação houve muita pouca comunicação verbal, mas muita comunicação não verbal e muitos sentimentos intensos, q...
eu quero escorregar nas suas curvas me afundar em você respirar, só o quanto precisar queria me sentir assim, tal como você, pegando-me, vasta te sentindo nos envolvendo porque acho que quando falo de nós falo de mim falo de você e se não me toco como em você se não me envolvo, se não me sinto, se não me quero, se não me amo esse nós não existe mais e eu não quero só você quero tudo me quero junto nos quero juntos, nós
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