Prefiro o som do vem, não vem
Que o tato móvel, ignóbil
Rêvée que je t'as mangé
a commencer par tes lévres
Les petites piqûres
pour s'adapter
Me tinha em ti
Me embrulhei e até
Sumi
Das coisas que aprendi recentemente: Sou especial do jeito que sou. E sei que sou um pouco diferente. É difícil gostar de pessoas e sentir medo de não ser aceita, mas é importante ser sincera consigo mesma desde o princípio. Claro que não preciso dizer tudo sobre mim desde o primeiro momento, mas dá pra saber quando alguém se sente interessado no que falamos / dizemos e vice-versa. Insistir com quem me faz sentir vergonha de ser quem sou é ruim. Não devo persistir nisso. Esse é o maior aprendizado dos últimos meses. Não tem nada de errado em ser como sou e, se as pessoas têm julgamento a meu respeito (errôneos ou não) e, especialmente, se querem que eu me encaixe em um formato, então preciso me retirar o mais rápido possível. Falar é muito bom, mas os sentimentos talvez sejam os nossos melhores guias. Esse exercício tem sido importante também, porque durante meu processo de separação houve muita pouca comunicação verbal, mas muita comunicação não verbal e muitos sentimentos intensos, q...
Acho que conheci Maria no segundo ou terceiro dia em Lisboa. Ela é minha vizinha do sétimo esquerdo. Uma senhorinha de um metro e sessenta, cabelos brancos, olhos claros e usa óculos. Maria me recebeu tão amorosamente que nem entendi. Não esperava logo de início já conhecer uma vizinha e me dar tão bem com ela. Aos poucos, todas as vezes que nos encontrávamos na entrada do prédio, íamos conversando amenidades, ela me mostrava fotos da família, me contava sobre o bairro, sobre o prédio, sobre os vizinhos, sobre o mundo. Em dois anos, Maria acompanhou meus relacionamentos românticos, meus amigos hospedados, cuidou das minhas plantas enquanto eu viajava, me trouxe picolé, pão e almoço, me deu muitos beijinhos, me ajudou a ligar para o chaveiro quando me tranquei para fora de casa. Às vezes sentamos nas escadas do prédio como duas garotinhas e falamos sobre a vida, outra vezes bebemos cafezinho na mercearia de baixo ou no restaurante da frente. Ela para para falar com todas as pessoas, sem...
Este é um agradecimento ao tempo. Ao tempo que me faz cada vez mais sábia, que me ensina sobre mim mesma. Hoje, 1 ano, sete meses depois, descobri que vivi numa tensão horrível entre 2020 e 2023. Só hoje. E só o tempo pôde me ensinar isso. Indiscutivelmente sou mais feliz, mais livre, mais leve. Sou a melhor versão de mim mesma. Conectando, rompendo laços, não me sujeitando ao que não quero. Me aperfeiçoando nas minhas falhas, corrigindo meus comportamentos. Agradando menos, me permitindo mais. Escutando meu coração, preservando meus amores. Mal posso esperar para encontrar a Beatriz de 40, de 50, de 60. Caminho para ser minha própria mestra. Ao meu lado, carrego todos que me permeiam, que me nutrem. E carrego meu amor próprio, cada vez mais cristalizado, adornado.
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