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Aime-moi moins, mais aime-moi longtemps.

Louis já fala por mim.

La Distance

Você me faz. Refaz. Me caça, me traça, me mata. Refaz-me, do jeito que achar melhor. E odeio, e amo. E controlo Descontrolo. Me mato, arranco-me de você até cicatrizar, então volto. Volto, te faço, te caço, te traço vivo. Cada suspiro que você dá Me dá. Escreve, aos poucos com sua letra torta seu sonhos e Consola-me. Egoísta demais pra pensar em mim, não, sou egoísta demais por fazer você pensar em mim. E me caço, me traço, me mato. Desconcerto, refaço, indago. Me faço pra você do jeito que quiser. Só não diga mentira, pois eu me fiz e refiz por você.

Fundo do baú

"Nesses dias, em que eu me encontro sem escapatória entre mim e mim mesma às 5:40 da madrugada de um domingo, que me pergunto porque raios continuo nisso. Afinal, o que mais tem pra ser vivido? Evolução, amor, paz, bondade: Palavras bonitas no papel. [...] Me sinto vazia, que nem aquela música do Chico Buarque que diz: “A metade de mim, a metade arrancada de mim (...) A metade amputada de mim”. Me sinto partida ao meio, esperando que algo caia em minhas mãos do tipo: “Oh, agora tô bem.”." Sem Título " - Opa! Não podemos ir agora – disse dando mais um gole na cerveja de segunda – Vamos nos divertir. - Como você pretende fazer alguma coisa nesse estado? - Eu sempre faço, idiota. - Ninguém vai te querer assim. - Hoje eu só quero me divertir com você – sorriu safadamente. - Acha que estou à sua disposição, é? - É claro." G.A.N's Julho de '08 e Outubro de '07, respectivamente.

#01

E se importava-se não mais sabia. Seus delicados pés encontravam-se brutamente quando os batia um contra o outro, no nervoso do frio grotesco. Era bem tarde e o parquinho já não tinha mais crianças brincando. “Também, quem viria a um parque com esse frio?”, se perguntou, quase por um segundo pensando em desistir. Mas resistiu. Continuou batendo seus pés um contra o outro, devagar. O vento cortava-lhe as bochechas, sentia o muco tentando engoli-la. Pigarreava uma, duas, três vezes e nada. O céu estava nublado, bem diferente do de costume. Suas coxas, geladas, sofrendo com o vento, se mexiam rápido e agonizantemente. Despertou de repente. Olhou, o céu ainda estava nublado. Bateu os pés. Dormiu. Um pipoqueiro parou do seu lado: “Quer pipoca, menina?”, perguntou. Ela queria. Meteu as mãos depressa no bolso esquerdo, depois no direito. Nada. Aquela esperança de comida talvez matasse sua agonia, mas não poderia comer, não tinha absolutamente nada para pagar o saquinho de pipoca. O pipoqueiro...

Reflexões, parte I

Antigamente eu me lembro de estar sempre calada, na minha. Normalmente o único ser com o qual eu tinha maiores diálogos era com a minha irmã, e mesmo assim naquela época ela era pequena, portanto ou não entendia nada ou saia correndo pra falar pra todo mundo. Eu gostava de escrever, secretamente gostava que as pessoas lessem o que eu escrevia, também, só pra saberem como estava me sentindo. Com um tempo, ser xingada, rirem de mim e me ignorarem já fazia parte da rotina. Eu não ligava muito, mesmo que não pareça eu acho que fui uma criança feliz. Passava praticamente todo o meu tempo na casa dos meus avós, dessa forma nunca poderia me queixar de não estarem me dando atenção. Aos poucos eu comecei a crescer, as pessoas começam a falar que você não pode ser submisso nem ouvir calado, que você deve agir, ser você mesmo, defender seus ideais e não se deixar influenciar. Mesmo assim seria difícil largar minha vida silenciosa a uma na qual eu defendesse o que penso, dou respostas rápidas e......

Narciso e Narciso

Se Narciso se encontra com Narciso e um deles finge que ao outro admira (para sentir-se admirado), o outro pela mesma razão finge também e ambos acreditam na mentira. Para Narciso o olhar do outro, a voz do outro, o corpo é sempre o espelho em que ele a própria imagem mira. E se o outro é como ele outro Narciso, é espelho contra espelho: o olhar que mira reflete o que o admira num jogo multiplicado em que a mentira de Narciso a Narciso inventa o paraíso. E se amam mentindo no fingimento que é necessidade e assim mais verdadeiro que a verdade. Mas exige, o amor fingido, ser sincero o amor que como ele é fingimento. E fingem mais os dois com o mesmo esmero com mais e mais cuidado - e a mentira se torna desespero. Assim amam-se agora se odiando. O espelho embaciado, já Narciso em Narci...

Corte-ei-me

"Por que você me deixa [...] descontrole? [...] tirar o ar do meu corpo [...] tocar. [...] o que incomoda essa sua cabeça confusa. [...] aqui comigo. [...] talvez eu espere mais. [...] esperamos [...] entenda. Sei lá. Provavelmente [...] tanto que espero e minto para mim mesma diariamente [...] amo." Trechos de um texto beeem velhinho.